
Dunhuang é um oásis a 1.139 m, no meio do deserto, e a última grande paragem da Rota da Seda antes do vazio. Deve a fama às grutas de Mogao, com 45.000 m² de pintura mural.
Dunhuang é um oásis na província de Gansu, a 1.139 m de altitude, encostado ao deserto e a uma cadeia de dunas altas. Foi uma das portas da Rota da Seda e, durante séculos, ponto de encontro de mercadores, monges e peregrinos em viagem para leste e para oeste. O circuito chega aqui na sexta etapa, depois de atravessar a bacia de Qaidam, e reserva-lhe dois tempos: um para as grutas de Mogao e outro para as dunas de Mingsha e a Lagoa Crescente ao entardecer.
As grutas de Mogao começaram a ser escavadas no ano 366 e reúnem hoje 735 cavidades, das quais 492 conservam pintura mural e escultura policromada. No total há cerca de 45.000 m² de pintura. Estão inscritas na lista do Património Mundial desde 1987. A visita faz-se por marcação, em faixas horárias, com limite diário de visitantes, e não se pode fotografar dentro das grutas — uma regra que se cumpre sem excepção, para proteger as pinturas.
735 cavidades escavadas na falésia, das quais 492 guardam pintura mural e escultura policromada. A visita faz-se por marcação e em grupo pequeno.
Séculos de pintura religiosa cobrem paredes e tectos, com figuras, instrumentos, danças e cenas do dia-a-dia da Rota da Seda.
As grutas entraram na lista do Património Mundial em 1987, e é essa classificação que sustenta o plano de conservação e o limite de visitantes.
Uma cadeia de dunas altas mesmo ao lado do oásis. Ao entardecer a luz é dourada e a cidade fica lá em baixo, entre a areia e as casas.
Um pequeno lago em forma de meia-lua encaixado entre as dunas, uma das imagens mais conhecidas do deserto chinês e o símbolo de Dunhuang.
À noite, a rua enche-se de bancas de espetadas, noodles e fruta seca. É o melhor lugar da viagem para jantar sem cerimónia.
A visita às grutas de Mogao não é um passeio livre: entra-se com bilhete marcado, em grupos acompanhados por um guia do centro, e há um número máximo de visitantes por dia. Começa-se normalmente por uma projecção que explica a história e a arte das grutas, e segue-se depois para o interior, onde se visitam algumas cavidades escolhidas. Não se fotografa nem se filma dentro das grutas, e o flash está proibido, porque a luz danifica as pinturas. Como o limite diário se esgota com frequência, tratamos da reserva com antecedência, com os dados de passaporte de cada pessoa.
À tarde, o programa muda de cenário: as dunas de Mingsha ficam a poucos minutos do centro e sobem-se a pé, com a areia ainda quente. Do alto vê-se a cidade de um lado e a Lagoa Crescente do outro, encaixada entre as dunas. O melhor momento é o fim da tarde, quando o sol baixa e a luz fica dourada, e a descida faz-se depois pelo lado oposto, com a areia a ceder sob os pés.
Dunhuang foi uma encruzilhada: por aqui passavam as caravanas que ligavam a China ao oeste, e as grutas de Mogao eram o lugar onde se agradecia e se pedia protecção antes ou depois da travessia do deserto. Essa história vê-se nas pinturas, onde aparecem músicos, dançarinos e mercadores com trajes de vários povos. Hoje o oásis continua pequeno e a cidade vive do deserto e das grutas, com uma oferta de hotéis e restaurantes bem acima do resto da província.

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