
Seis séculos de poder imperial comprimidos num traçado de anéis concêntricos. Pequim não se visita: percorre-se por camadas, do centro para fora.
Pequim é a porta de entrada natural na China: quase todos os circuitos começam e terminam aqui. A cidade organiza-se em anéis que rodeiam a Cidade Proibida, e esse traçado nota-se a cada passo.
Cidade Proibida, Templo do Céu e Grande Muralha são os três pilares, mas a diferença entre uma viagem correcta e uma boa viagem está nos detalhes: entrar na Cidade Proibida pela porta lateral, subir à Muralha em Mutianyu em vez de Badaling e jantar num hutong em vez de num restaurante de hotel.
980 edifícios e 24 imperadores. Entra-se pela porta sul (Meridiana) e sai-se pela norte, num percurso de 2 a 4 horas. Convém reservar com antecedência: há limite diário de visitantes.
O troço mais bem conservado e o menos concorrido. Sobe-se de teleférico e desce-se de tobogã. Duas horas de Muralha a sério, sem multidões.
Parque de 273 hectares onde os moradores dançam, jogam xadrez e cantam ópera ao amanhecer. O edifício circular de madeira, montado sem um único prego, é a fotografia que todos procuram.
Becos tradicionais em volta do Lago Houhai. Aqui percebe-se como vivia — e ainda vive — a gente de Pequim, longe do eixo monumental.
Jardins, lago e o Corredor Longo junto ao Morro da Longevidade. Ideal para o meio da tarde e muito fotogénico no outono.
O único templo tibetano de Pequim, com uma estátua de sândalo de 18 m, a dez minutos a pé da rua mais antiga da cidade.
O que funciona: um dia para o eixo imperial (Cidade Proibida + Praça Tiananmen + Templo do Céu), um dia inteiro para a Muralha e meio dia para os hutongs e o Palácio de Verão. Com três dias vê-se o essencial; com quatro, vê-se com calma.
Abril–maio e setembro–outubro são os meses ideais: temperaturas amenas e céu limpo. O inverno é seco e frio, mas tem menos gente e preços mais baixos. Convém evitar a Semana Dourada (1–7 de outubro) e o Ano Novo chinês.
O pato lacado é obrigatório, mas não é o único: pastéis de massa cozidos, cuscuz de milho-painço, espetadas do bairro muçulmano de Niujie e o pequeno-almoço de douzhi (bebida fermentada de feijão) com youtiao. Avisamos sempre das opções vegetarianas e sem picante.


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