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Aldeia tradicional entre arrozais em terraço no sul da China
Início/Experiências/Fora do circuito
Experiência · destinos pouco conhecidos

Fora do circuito,
onde não há filas

Destinos aonde não chegam os autocarros. Chega-se com tempo, com guia local e com a mentalidade certa: menos fotografias, mais ficar.

Há uma China que não sai nos folhetos e que, ainda assim, costuma ser o que as pessoas recordam ao voltar. Não é preciso ir ao fim do mundo: basta sair do eixo Pequim–Xi'an–Xangai.

Todos os destinos desta lista já os percorremos e usamo-los habitualmente como extensão de circuitos, ou como viagem completa para quem já conhece os clássicos.


Os seis destinos

  • Xiahe e o mosteiro de Labrang (Gansu, 35°12′N 102°30′E) — um dos maiores mosteiros tibetanos fora do Tibete. À tarde, os monges debatem no pátio.
  • Xijiang (Guizhou, 26°30′N 108°10′E) — mil casas miao de madeira na encosta. Em dia de festa, as mulheres vestem-se com quilos de prata.
  • Langmusi (Gansu, 34°05′N 102°38′E) — aldeia de montanha entre dois mosteiros, um de cada lado da fronteira provincial.
  • Danba (Sichuan, 30°52′N 101°53′E) — aldeias de pedra com torres de vigia de 30 metros encaixadas num desfiladeiro verde.
  • Songyang (Zhejiang, 28°27′N 119°29′E) — vales de chá e aldeias de adobe restauradas, a duas horas de Xangai.
  • Shaxi (Yunnan, 26°19′N 99°51′E) — antigo mercado da Rota do Chá e dos Cavalos, com o seu teatro de madeira do século XIV.

O que é preciso aceitar

Viajar fora do circuito tem um preço e convém dizê-lo antes: os hotéis são mais simples, há menos gente que fale outras línguas, os trajetos por estrada são mais longos e alguns serviços não funcionam sempre. Em troca, vê-se uma China que já quase não existe nos circuitos padrão.

Como o integramos

O habitual é usá-los como extensão: dois ou três dias no fim de um circuito clássico, sem alterar o resto. Também montamos viagens completas de duas semanas só com destinos desta lista, com motorista privado e guia que fala português.

Quando ir e com que ritmo

A melhor época vai de abril a outubro; no inverno, alguns passos de montanha ficam com neve e as casas de hóspedes reduzem o serviço, por isso evitamos estas rotas entre dezembro e fevereiro.

O ritmo é a parte mais importante: calculamos no máximo três horas de estrada por dia, com paragens para caminhar, e deixamos sempre uma tarde livre em cada aldeia. Fora do circuito, a pressa é o único erro irreparável.

Perguntas frequentes

Preciso de um bom nível de inglês?
Não. Aqui o guia que fala português importa ainda mais do que nas grandes cidades, porque quase ninguém fala outras línguas.
Os hotéis são aceitáveis?
Sim, mas é preciso ajustar expetativas. Trabalhamos com os melhores alojamentos disponíveis em cada aldeia e, em algumas, são casas de hóspedes familiares.
Pode fazer-se com pouco tempo?
Dois dias bem escolhidos já mudam a viagem. Integramo-los como extensão, sem refazer o resto do itinerário.
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