
Os picos de calcário que aparecem na pintura chinesa há mil anos continuam lá, exactamente iguais. E percorrem-se de barco, de bicicleta e a pé.
Guilin é a porta; a paisagem verdadeira está no rio Li e em Yangshuo. Aqui o turismo existe há décadas, mas o vale continua imenso e há recantos onde não se cruza ninguém.
Longji, a duas horas de Guilin, acrescenta uma camada diferente: arrozais em socalcos construídos à mão ao longo de setecentos anos, com aldeias das minorias zhuang e yao no cimo.
Quatro horas de Guilin a Yangshuo entre picos cársicos. O troço de Xingping é o que aparece na nota de 20 yuan.
Socalcos dos 300 aos 1.100 m de altitude. Verdes de maio a junho, dourados em setembro. Aqui vivem comunidades zhuang e yao.
Rotas planas entre campos de arroz, aldeias e o rio Yulong. É a melhor forma de ver o vale sem autocarro.
Gruta de 240 m de altura com formações de estalactites iluminadas. Turística, mas espectacular.
Rua pedonal com cozinha local, aulas de cozinha e bares. Turística, mas suportável fora da época alta.
O miradouro clássico dos fotógrafos, meia hora de subida e o rio aos pés, entre a neblina.
O erro habitual é dormir só em Guilin e fazer o rio como excursão de um dia. O que funciona: dormir uma noite em Guilin e duas em Yangshuo, e acrescentar Longji como noite à parte, entre os socalcos.
De abril a outubro. Maio e junho são os melhores meses para ver os arrozais verdes e há mais água no rio. Setembro dá os tons dourados da colheita. Julho e agosto são quentes, húmidos e com mais chuva.
Os três momentos que merecem acordar cedo: o rio Li em Xingping ao amanhecer, o miradouro de Xianggong com neblina e Longji logo de manhã, antes de chegarem os autocarros. Organizamos saídas de madrugada com condutor próprio.

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