
No extremo norte da bacia de Qaidam, antigas minas de bórax deixaram dezenas de lagoas pequenas. Os minerais pintam-nas de verde, azul e amarelo, no meio da terra seca.
Dachaidan fica no extremo norte da bacia de Qaidam, a 3.170 m de altitude, numa das regiões mais áridas da China. Aqui existiu uma mina de bórax e, do que dela ficou, formou-se um conjunto de lagoas pequenas e separadas entre si. Os minerais que a água arrasta dão-lhes tons de verde-esmeralda, de azul e de amarelo, e cada lagoa tem uma cor ligeiramente diferente das suas vizinhas.
A grande diferença em relação a Chaka é a escala humana: em Dachaidan quase não há grupos organizados, e é possível parar a fotografar sem esperar pela vez. Fica na rota entre Chaka e os yardangs, na quarta etapa, e ocupa meio dia. A tarde fica livre, tal como o itinerário prevê, para percorrer as lagoas com tempo e ver as cores a mudar com a luz. A altitude é parecida com a de Chaka, pelo que a roupa é a mesma.
O verde-esmeralda, o azul e o amarelo vêm dos minerais que a água dissolve. Duas lagoas lado a lado podem ter tons claramente distintos.
O que se vê hoje é o resto de uma exploração mineira: cavidades que se encheram de água e deram origem às lagoas actuais.
Ao contrário de Chaka, aqui quase não há autocarros de turismo. É possível caminhar e fotografar com tranquilidade, sem filas.
Fica na margem norte da bacia, numa paisagem seca e aberta, sem árvores nem sombra, com o deserto a perder de vista em volta.
A etapa deixa a tarde livre entre as lagoas, quando o sol desce e as cores ficam mais intensas do que a meio do dia.
A 3.170 m, o ar é seco e a sede constante. Leve água a mais e não subestime o frio quando o sol se põe atrás das montanhas.
As lagoas de Dachaidan não são um parque desenhado: são o resultado de uma exploração industrial de bórax que deixou o terreno cheio de cavidades. A água acumulou-se nelas e os minerais do solo dissolveram-se até dar as cores que hoje se vêem. Cada lagoa tem a sua forma e o seu tom, e o conjunto muda conforme o nível da água e a luz do dia. Percorre-se a pé, entre caminhos de terra e margens de sal.
Dachaidan entra na quarta etapa, entre a salina de Chaka e os yardangs sobre a água, e é a primeira noite a mais de 3.000 m sem a paisagem de um grande lago. O dia costuma dividir-se assim: manhã de estrada desde Chaka, almoço em Dachaidan e tarde livre entre as lagoas. É uma das paragens mais tranquilas do circuito e, para muitos viajantes, uma surpresa, porque ninguém esperava verde no meio de tanta terra seca.
Se Chaka é o espelho procurado por todos, Dachaidan é o verde que quase ninguém vê. Não tem a hora mágica do amanhecer nem o comboio turístico, mas também não tem filas. Vale a pena justamente por isso: é possível parar, olhar e decidir o enquadramento sem pressa. No mesmo circuito, as duas paragens completam-se bem, porque uma faz o contraste da outra e obriga a ajustar expectativas sobre o que é uma salina.
Diga-nos as datas e com quem viaja, e enviamos um roteiro à medida para Lago Esmeralda de Dachaidan e para o resto da China.
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