
A 3.194 m e com cerca de 4.400 km², o Lago Qinghai é um mar interior de água salgada no meio do planalto. Azul, imenso e cercado de pastagens e iaques.
O Lago Qinghai, chamado Koko Nor em mongol e em tibetano, é o maior lago interior e salgado da China: cerca de 4.400 km² de água alcalina a 3.194 m de altitude. A estrada dá a volta completa ao lago e o circuito segue a margem sul, com miradouros sobre a água e pastagens onde os pastores levam os iaques. A subida faz-se por estrada, de forma gradual, a partir de Xining, e não há maneira mais suave de entrar na altitude do planalto.
A época vai de junho a setembro, quando a temperatura permite estar ao ar livre e os serviços estão abertos. É um destino de paisagem e de luz, não de monumentos: conta-se com o vento, com o frio das manhãs e com o sol forte da altitude. Uma nota importante — a ilha das aves, um dos santuários ornitológicos mais conhecidos da região, está fechada ao público por razões de conservação, e não se deve contar com uma visita a pé até lá. Em troca, as aves migratórias continuam a passar pela zona.
O troço mais fotografado do lago, com paragens sobre a água azul e as montanhas ao fundo. É exactamente o trecho que o circuito percorre.
Nas pastagens em volta vivem famílias de pastores, com manadas de iaques, ovelhas e cavalos, e acampamentos de verão junto à estrada.
O lago é uma estação importante nas rotas de migração, com muitas espécies a parar na primavera e no outono. Observam-se da margem.
Em julho, a prova ciclística dá a volta ao lago e muda a rotina das estradas durante alguns dias, com pelotões e caravanas.
Cerca de 4.400 km² de água alcalina, o maior lago interior do país. Da margem, o horizonte perde-se sobre a água.
As manhãs e as noites são frias mesmo no verão, e o vento é constante. As cores da água são mais intensas de manhã.
Saímos de Xining e subimos por estrada até à margem sul, com paragens nos miradouros e nas pastagens. O dia faz-se sem pressas: a água muda de tom ao longo do dia e vale a pena parar mais de uma vez. Dorme-se perto do lago, em alojamento simples mas limpo, para aproveitar a manhã seguinte, que é quando a luz é melhor e a margem está mais calma.
A janela prática é de junho a setembro, quando a estrada e os serviços estão plenamente abertos. As manhãs e as noites são frias mesmo no verão, e o vento sopra quase sempre: convém levar camadas, corta-vento e protector solar. Fora dessa janela, o lago chega a gelar e quase tudo em volta fecha, sem as cores que justificam a viagem até aqui.
A ilha das aves é o nome mais conhecido do lago, mas está fechada ao público por razões de conservação, e não prometemos essa visita em nenhum itinerário. A observação de aves continua a fazer-se da margem, sobretudo na primavera e no outono, quando as espécies migratórias param na zona. Preferimos ser claros sobre isto em vez de vender uma paragem que já não existe, porque a informação desactualizada é a principal fonte de desilusão nesta etapa.

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