
A 2.275 m, Xining é onde a cidade chinesa acaba e o planalto tibetano começa. A 25 km, o mosteiro de Kumbum abre a viagem com as suas três artes.
Xining é a capital de Qinghai e o primeiro degrau do planalto tibetano. A cidade fica a 2.275 m de altitude, num vale estreito entre montanhas, e serve de porta de entrada a toda a Grande Rota Qinghai–Gansu: quase todos os circuitos começam aqui e é aqui que se faz a aclimatação, antes de subir para os lagos salgados. Chega-se de avião, em voo doméstico, ou de comboio, e a diferença de altitude nota-se logo no primeiro passeio.
O mosteiro de Kumbum (Ta'er Si) fica a cerca de 25 km da cidade e é um dos seis grandes mosteiros da escola gelug, além de ser o local de nascimento de Tsongkhapa. O que o distingue são as «três artes»: as esculturas de manteiga, as pinturas murais e o bordado aplicado. As esculturas de manteiga só se expõem no primeiro mês do calendário tibetano. De maio a outubro é a melhor janela; no inverno, a cidade é fria e seca. Ao lado de Lhasa, Xining é uma introdução suave: menos altitude, menos burocracia e nenhuma autorização especial.
A 25 km de Xining, um dos seis grandes mosteiros da escola gelug e o local de nascimento de Tsongkhapa. Visita-se em meio dia, com calma.
Esculturas de manteiga, pinturas murais e bordado aplicado. As esculturas de manteiga só se expõem no primeiro mês do calendário tibetano.
Primeira noite a 2.275 m: descanso, água e nenhum esforço. É um degrau suave antes dos 3.194 m do Lago Qinghai.
No centro da cidade, no bairro muçulmano, com uma arquitectura que mistura o estilo chinês e o islâmico, em cúpulas e pátios.
Cordeiro, noodles puxados à mão e chá com leite. A província junta sabores tibetanos, hui e do noroeste chinês, com pouca pimenta.
Daqui sai a estrada para oeste, pela margem sul do Lago Qinghai. É o ponto onde a Grande Rota Qinghai–Gansu entra no planalto.
Kumbum é um conjunto de templos, pagodes e salas de oração encostado a uma encosta, a cerca de 25 km do centro de Xining. O percurso faz-se a pé, entre salas com lâmpadas de manteiga e pátios onde os peregrinos giram os cilindros de oração no sentido horário. Há três coisas que não se devem perder: as esculturas de manteiga, as pinturas murais e o bordado aplicado, conhecidos como as «três artes». Não se fotografa dentro das salas e convém andar sempre no sentido horário.
A melhor altura é de maio a outubro, com dias limpos e temperatura amena; no inverno a cidade é fria e seca, mas há menos visitantes. A altitude de 2.275 m quase não se sente em repouso, e ainda assim convém não fazer esforço no primeiro dia: dormir bem, beber água e evitar álcool. É também a lógica do nosso itinerário — uma noite em Xining antes de subir para o lago, para que a subida seguinte se tolere melhor.
Xining é o quilómetro zero do circuito. Da cidade sai-se para oeste, pela margem sul do Lago Qinghai, e a estrada só volta a tocar uma grande cidade muitos dias depois. Quem faz a rota connosco dorme aqui na primeira noite e visita Kumbum antes de partir; quem tiver mais um dia pode acrescentar o bairro muçulmano e o mercado, sem pressa e sem sair do centro.

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