
A 3.059 m, no condado de Ulan, a salina de Chaka cobre o chão com uma camada fina de água que devolve o céu. O efeito só aparece com a água imóvel e a luz certa.
A salina de Chaka fica no condado de Ulan, no seco distrito de Haixi, a 3.059 m de altitude. Sobre a crosta de sal fica uma camada fina de água que, quando não há vento nem movimento, transforma o chão num espelho: é o efeito que os viajantes chamam «espelho do céu». O circuito entra aqui de manhã cedo, na terceira etapa, e sai de Chaka rumo a Dachaidan, para oeste, cada vez mais para dentro do deserto.
A hora é tudo: ao amanhecer, antes de chegarem os autocarros, a água está lisa e o reflexo é limpo; depois das nove da manhã, com o vento e as pessoas a caminhar dentro da água, o efeito perde-se. O resultado depende também do nível de água desse ano — em anos secos há mais crosta de sal e menos espelho. Dentro da área há um pequeno comboio turístico que percorre os diferentes sectores e reduz a caminhada; mesmo assim, leve calçado que resista ao sal, porque a água é rasa mas fria.
Sobre a crosta de sal fica uma camada fina de água que devolve o céu. Só aparece com a água imóvel e a luz baixa da manhã.
É a diferença entre uma fotografia limpa e uma salina cheia de gente. Entramos cedo e saímos quando começa o movimento.
Um pequeno comboio percorre os sectores da área e poupa caminhada, sobretudo para quem tiver pouco tempo ou dificuldade em andar.
O chão é sal, com cristais e placas que se formam e se dissolvem ao longo do ano, e mudam de aspecto conforme a água sobe ou desce.
Cada temporada é diferente: mais água dá mais reflexo, menos água dá mais cristais. Ninguém pode garantir o efeito antes de chegar.
A 3.059 m, as manhãs são frias e o sal reflecte o sol. Convém ir agasalhado e com protector solar, mesmo em pleno verão.
O dia em Chaka começa antes do sol. Entramos na área quando a água ainda está parada e o céu começa a clarear, e é nesses primeiros quarenta minutos que o espelho funciona melhor. Depois disso chegam os grupos em autocarro, o vento levanta, as pessoas caminham dentro da água e o reflexo desaparece. Organizamos a etapa de forma a dormir perto e a entrar cedo, e não a chegar a meio da manhã com o resto do mundo.
De junho a setembro é a janela prática, com os serviços abertos e o tempo a permitir estar fora ao amanhecer. A altitude de 3.059 m faz-se notar de manhã cedo: traga camadas, gorro e luvas finas, porque à saída do hotel está bem mais frio do que ao meio-dia. Também convém saber que o efeito depende do nível de água do ano e que ninguém o pode garantir por antecipação, por muito que o folheto prometa.
Chaka é uma salina, não é o deserto de sal infinito das fotografias mais famosas, nem um lugar para passar o dia inteiro. É um sítio pequeno, com uma hora mágica e um resto de dia banal. Quem procura paisagens maiores e menos gente encontra-as mais a oeste, em Dachaidan e nos yardangs; quem vem apenas pela fotografia do espelho deve aceitar que o resultado depende do ano e do vento desse dia.

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