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Metro e avenida de Xangai ao crepúsculo
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Guia prático

Transporte urbano
na China

Mover-se numa cidade chinesa é mais fácil do que parece e mais barato do que em qualquer capital europeia. O truque é saber três coisas: onde se compra o bilhete, o que não se pode levar no metro e quando é que o trânsito torna tudo mais lento do que andar.

O metro é a escolha certa em nove de dez casos

Pequim, Xangai, Guangdong, Shenzhen, Chengdu, Xi'an e Chongqing têm redes de metro enormes, limpas, com ar condicionado e sinalização com números e nomes em pinyin. Um bilhete custa entre 3 e 8 yuan na maior parte das cidades, segundo a distância, e cobre quase tudo o que um viajante quer ver.

O metro é mais rápido do que o táxi entre as 08h e as 10h e entre as 17h e as 19h, e não discute preços com ninguém. Em Pequim, a linha 1 e a linha 2 ligam a Praça Tiananmen, Wangfujing, a Cidade Proibida e a estação central; em Xangai, a linha 2 é a espinha dorsal entre os dois aeroportos e o Bund. Vale a pena memorizar a linha do teu hotel no primeiro dia e deixar de pensar nisso.

O controlo de segurança: o que esperar

Todas as estações de metro têm pórtico de raios X à entrada. Põe a mochila no tapete, passa pelo detector, e nas estações maiores pode ser pedido que abras a garrafa de água para cheirar. Não se trata de uma medida dirigida a turistas: é rotina para o país inteiro, aplicada a mais de dez milhões de pessoas por dia numa só cidade.

O processo atrasa entre dez e trinta segundos em hora normal e vários minutos em hora de ponta. É por isso que muitas pessoas calculam dez minutos extra em cada ligação de metro no rush da manhã. Facilita a tua vida se não levares sacos complicados: uma mochila pequena entra e sai num instante, enquanto três sacos e uma mala de rodas fazem-te perder o comboio e a paciência.

Bilhetes: cartão, código QR ou máquina

Há três formas de pagar e todas funcionam bem. Escolhe uma no primeiro dia e não voltes a pensar nisso.

  • Código QR na aplicação — o mais usado por quem viaja. Ativa-se no Alipay ou no WeChat, com o serviço de metro da cidade, e lê-se à entrada e à saída. É preciso ter o telefone com dados e a identidade verificada.
  • Bilhete de papel nas máquinas — as máquinas têm ecrã tátil com opção de inglês, escolhe-se o destino no mapa da rede e paga-se em notas ou moedas. O bilhete é uma ficha que se lê à entrada e se entrega à saída.
  • Cartão de transporte recarregável (o de Pequim e o de Xangai têm nomes diferentes) — compra-se na bilheteira com passaporte e recarrega-se nas máquinas. Prático em estadias longas; em estadias curtas, o QR faz o mesmo.
  • Aplicação oficial da rede — útil para horários, mapas e para confirmar a última ligação do dia, que é mais cedo do que se imagina em algumas linhas.
Guarda o bilhete ou o telefone até sair. Sem bilhete, a cancela de saída fecha-se e obriga-te a ir à bilheteira explicar o que aconteceu, normalmente em chinês. É o erro mais comum de quem chega no primeiro dia com jet lag.

Táxis e aplicações: como pedir sem falar chinês

A aplicação que resolve tudo é o Didi, a versão chinesa do que já conheces, com interface em inglês. Pedes o carro, vedes no mapa onde está, e o preço aparece antes de confirmares. Como tudo fica registado, se houver um problema tens quem o resolva, o que não acontece com um carro apanhado na rua.

Os táxis oficiais são baratos e seguros: em Xangai e Pequim, uma corrida de vinte minutos fica entre 25 e 45 yuan. O motorista raramente fala inglês e, para ser franco, nem sempre está disposto a tentar. A solução é preparada antes de sair do hotel: pede na receção que te escrevam o destino em caracteres chineses num papel, e mostra-o.

Vale a pena saber que os motoristas de aplicação aceitam o pedido e às vezes cancelam quando o ponto de recolha é confuso. Os pontos de recolha de aplicações nos aeroportos e nas estações estão marcados por letra ou por número: o Didi diz-te que vás ao ponto B2, e é aí que tens de estar, não no acaso da rua.

Bicicletas partilhadas: a forma mais agradável de ver a cidade

As bicicletas partilhadas mudaram a vida nas cidades chinesas e são, para um viajante, a melhor invenção dos últimos anos. Há três operadores principais e milhares de bicicletas em cada quarteirão: amarelas, azuis e verdes. Desbloqueiam-se por QR de dentro da aplicação, custam cerca de 1,5 yuan por meia hora e não precisam de devolução em ponto fixo: deixas onde terminas.

A vantagem é percorrer bairros antigos, margens de rio e ruas com árvores, a uma velocidade que o metro não permite. Em Xangai, ao longo do Bund e pela antiga concessão francesa, é provavelmente a melhor hora e meia que vais passar na cidade. A desvantagem é o trânsito: os carros elétricos são silenciosos e não te ouvem chegar, por isso evita as avenidas grandes e usa as ciclovias, que existem e estão bem marcadas.

Atenção à verificação do pagamento. Algumas aplicações de bicicletas foram pensadas para cartões chineses e só aceitam cartões estrangeiros depois de verificares a conta. Testa antes de contar com elas e, se não funcionar, caminha: nas cidades chinesas, quase tudo o que queres ver está a menos de dois quilómetros de outra coisa.

Horas de ponta, chuva e o que trava o dia

As horas de ponta na China não coincidem exatamente com as europeias. Há um pico forte entre as 07h30 e as 09h30, outro entre as 17h30 e as 19h30, e há picos surpreendentes noutras horas: sexta à noite, domingo ao fim do dia e o primeiro dia de qualquer período de férias nacional.

Nesses momentos, o metro enche-se de tal forma que pode não conseguir entrar na primeira composição, e o táxi passa a ser a pior escolha possível: a corrida que custa 30 yuan às 14h pode custar 60 e demorar três vezes mais às 18h. A regra prática é meter tudo o que exija atravessar a cidade entre as 10h e as 16h, e usar o metro no resto do dia.

A chuva muda tudo. Em Xangai, em Guilin ou em Guangzhou, uma tarde de chuva transforma as avenidas em filas paradas. Nestes dias, o metro continua impecável e os templos ficam mais tranquilos: é a altura certa para trocar o plano de rua por um museu, uma casa de chá ou uma visita coberta.

Não saber ler as estações: quatro truques

Este é o medo de quase todos os viajantes no primeiro dia e resolve-se com métodos simples. Os nomes das estações aparecem sempre em caracteres e em pinyin, e os números das linhas têm cores próprias na rede. As saídas são numeradas (saída 3, saída 5), o que permite seguir instruções escritas sem ler chinês.

Se mesmo assim te perderes, mostra o nome do destino em caracteres no telefone a qualquer funcionário de colete na estação. Não é preciso explicar: basta apontar, e a pessoa indica com o dedo a direção da linha. Por último, conta as estações: com o nome da tua paragem em caracteres e a lista de paragens, não há como falhar.

Em viagens acompanhadas, esta parte simplesmente desaparece. O motorista e o guia que acompanham o grupo tratam de tudo, e o transfer privado desde o aeroporto espera-te à chegada com uma placa com o teu nome. O ChinaTour.es inclui esse transfer na maioria dos circuitos e entrega ao viajante, no primeiro dia, o mapa da rede de metro do hotel às principais atrações, com as linhas já sublinhadas.

Erros que custam tempo (e dinheiro)

Estes são os que vemos repetir-se com mais frequência:

  • Apanhar um táxi à porta da estação ou do aeroporto oferecido por alguém que pergunta se queres carro: são carros sem licença e com preço inventado.
  • Não ter o endereço do hotel em caracteres chineses e passar vinte minutos a tentar explicar o nome de uma rua.
  • Contar com o metro para ver algo às 22h30 sem confirmar a última ligação, que em várias linhas é por volta das 23h.
  • Levar malas grandes em hora de ponta: o controlo de segurança e as escadas consomem o dobro do tempo previsto.
  • Misturar aplicações de táxi e de bicicleta sem testar o pagamento com cartão estrangeiro antes de contar com elas.
Regra de ouro: no primeiro dia, faz o trajeto do hotel à atração mais próxima a pé e volta de metro. Ficas a conhecer a estação, o controlo de segurança e o tempo real, e o resto da viagem passa a correr sozinho. Se quiseres eliminá-lo por completo, a JoyoTour monta circuitos com veículo privado e motorista à disposição durante todo o percurso, o que faz diferença sobretudo em grupos com crianças ou pessoas mais velhas.

Perguntas frequentes

O metro é seguro na China?
Muito seguro e vigiado, com controlo de segurança à entrada e câmaras em toda a rede. A atenção a ter é sobretudo com o próprio telefone nas estações mais cheias, não com a criminalidade.
Preciso de cartão local para andar de metro?
Não. Dá para pagar o bilhete nas máquinas com notas ou usar códigos QR nas aplicações, desde que tenhas dados e a identidade verificada. O cartão de transporte é prático só em estadias longas.
É fácil pedir táxi sem falar chinês?
Com o Didi, sim: tem interface em inglês, vê-se o trajeto no mapa e o preço antes de confirmar. Nos táxis de rua, mostra o destino escrito em caracteres chineses.
Quando é que o trânsito está pior?
Entre as 07h30 e as 09h30 e entre as 17h30 e as 19h30, além das vésperas de feriados e dos dias de chuva forte. Nesses períodos, o metro é sempre a melhor opção.
E se eu me perder numa estação enorme?
Mostra o nome do destino em caracteres a um funcionário de colete, conta as estações e usa o número das saídas. Em último caso, qualquer pessoa com telefone te indica a direção num mapa.
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