Antes de reservar o voo convém esclarecer um ponto que gera a maioria das dúvidas: o visto. A China exige visto aos passaportes portugueses e à maioria dos brasileiros para viagens turísticas, salvo no caso da isenção de trânsito. A boa notícia é que o processo é previsível se for bem preparado.
Este guia reúne os tipos de visto que realmente se usam, os documentos pedidos, os prazos reais e os motivos habituais de recusa, além da isenção de 240 horas que já mudou os planos de muitos viajantes. Os requisitos mudam com alguma frequência, pelo que convém confirmá-los antes de começar. Falamos aqui de passaportes de Portugal, do Brasil, de Angola e de Moçambique, mas a regra é a mesma para qualquer um: verifique sempre a informação do consulado chinês que lhe corresponde.
Que visto precisa, segundo a sua viagem
O visto mais comum é o tipo L, de turismo, para viagens de lazer com ou sem agência. Se vai fazer negócios, visitar feiras ou reunir-se com fornecedores, o tipo M é o correto. Se viaja para visitar familiares de nacionalidade chinesa, o tipo Q2 — visita familiar de curta duração — é o adequado, e exige uma carta de convite do familiar.
Existem outros tipos (trabalho, estudos, jornalismo), mas não costumam aplicar-se a uma viagem turística. Escolher mal o tipo é uma causa frequente de recusa: não peça um L para uma viagem de negócios nem um M para turismo. A coerência entre o motivo declarado e o visto pedido é a primeira coisa que se revê.
A lista de documentos, um a um
- Passaporte com pelo menos seis meses de validade e duas páginas em branco.
- Formulário de pedido preenchido, que se completa online e se imprime.
- Uma fotografia recente com fundo branco e as medidas oficiais.
- Itinerário de viagem: voos de entrada e saída e reservas de hotel.
- Carta de convite quando aplicável (visitas familiares ou negócios).
- Seguro de viagem com cobertura médica durante toda a estada.
- Reservas ou carta da agência se a viagem for feita com um operador.
- Comprovativo de meios financeiros segundo o caso concreto.
O itinerário e as reservas de hotel são os documentos que mais dúvidas geram. O habitual é apresentar reservas de hotel para toda a estada; se viajar com uma agência, esta emite uma carta com o itinerário completo que simplifica o processo e evita incoerências entre datas.
Prazos e como tratar o processo de Portugal ou do Brasil
Em Portugal, o visto pede-se no centro de pedido de vistos chinês com marcação prévia, depois de preencher o formulário online. O prazo normal é de quatro a dez dias úteis a contar da entrega, e o custo total ronda os 126 € com taxas e serviço incluídos. Em época alta convém deixar um mês de margem.
A partir do Brasil, os prazos e as taxas variam por estado, e muitas vezes o processo apresenta-se diretamente na embaixada ou no consulado chinês correspondente. A recomendação é sempre a mesma: reveja os requisitos do consulado que lhe toca antes de preparar o que quer que seja, porque mudam com frequência. Note que vários países europeus foram incluídos em fases recentes em regimes de isenção unilateral de curta duração; confirme se Portugal está abrangido no momento em que viaja.
A isenção de trânsito de 240 horas: condições reais
A isenção de 240 horas (dez dias) permite entrar na China sem visto se estiver em trânsito para um terceiro país. Não é um visto turístico disfarçado: exige entrar por um porto autorizado e sair para um país diferente do de origem. Com passaporte português — e de vários outros países europeus — pode usar aeroportos e portos concretos, entre eles Xangai e Pequim.
As condições-chave são três: bilhete confirmado para um terceiro país, saída dentro das 240 horas e entrada por um ponto habilitado. Se entrar e sair do mesmo país de origem, a isenção não se aplica. Bem usada, poupa-lhe o visto e uma ida ao consulado. Atenção: os titulares de passaporte brasileiro normalmente não estão abrangidos por este regime e devem pedir o visto, mas as listas são revistas com regularidade, pelo que vale a pena confirmar.
Quem assina a carta de convite?
Se viajar com uma agência, a carta de convite é emitida pela agência, não por você, e nela constam o itinerário, as datas e os alojamentos. Se visitar familiares chineses, assina-a o familiar, com cópia do seu documento e a sua morada. Para viagens de negócios, assina a empresa chinesa que o convida.
A carta não substitui o visto: acompanha-o. E deve ser coerente com o resto do processo. Um convite que não encaixa com os voos ou com o hotel levanta suspeitas e pode atrasar ou fazer cair o pedido. Na ChinaTour.es a carta é emitida com o itinerário completo e as reservas reais para que tudo encaixe.
Viajar com menores: autorizações e documentação
Os menores precisam do seu próprio visto e da documentação completa: passaporte, formulário assinado por ambos os progenitores, certidão de nascimento e, quando um progenitor não viaja, uma autorização assinada por ele. Se viajar apenas um dos pais, convém levar também a autorização notarial do outro.
O ponto que mais problemas causa é a assinatura do formulário: se faltar a assinatura de um progenitor, o centro de vistos pode recusar o processo e pedir documentação adicional. Convém revê-lo com tempo, porque resolvê-lo com a viagem já reservada transforma-se numa corrida contra o relógio.
Motivos habituais de recusa
A maioria das recusas não se deve à nacionalidade nem à má sorte, mas a processos incompletos ou incoerentes. Estes são os casos que mais se repetem:
- Itinerário pouco claro ou reservas que não coincidem com as datas.
- Formulário mal preenchido, com erros de datas ou de nomes.
- Falta de assinatura no formulário ou na autorização do menor.
- Fotografia que não cumpre as medidas oficiais.
- Pedir um tipo de visto errado para o motivo da viagem.
- Passaporte com menos de seis meses de validade.
Preparar o processo com uma agência reduz estas incidências, porque a mesma equipa revê itinerário, reservas e documentos antes de os apresentar. Na ChinaTour.es essa revisão faz-se junto com o desenho da viagem, com avisos por WhatsApp em português se faltar algo.
Trâmites presenciais: biometria e entrega
Na marcação recolhem-se os seus dados biométricos — impressões digitais e fotografia — e entrega-se o processo. Deve comparecer em pessoa, mesmo se apresentar o visto através de uma agência: a biometria não pode ser delegada. Com a marcação feita e os documentos revistos, a visita dura menos de meia hora.
Depois, o passaporte volta com o visto colado, por estafeta ou recolha no centro, conforme tiver escolhido. Verifique ao recebê-lo se os dados, as datas e o número de entradas estão corretos antes de dar o seu acordo, porque corrigir um erro depois é mais lento.
O que fazer se o visto for recusado
Uma recusa não é definitiva: em muitos casos pode voltar a pedir corrigindo o motivo, ou apresentar uma apelação ou uma reconsideração. O importante é perceber porque foi recusado antes de apresentar de novo o mesmo processo, porque repetir os mesmos erros dá o mesmo resultado.
Na ChinaTour.es, o site em português do grupo JoyoTour, o processo prepara-se junto com o desenho da viagem: a mesma equipa revê os documentos, emite a carta com o itinerário e avisa com tempo de qualquer requisito que possa atrasar o pedido, com assistência por WhatsApp em português.
Ajudamos com o visto e o itinerário?
Escreva-nos por WhatsApp com as suas datas e cidades, e enviamos a lista de documentos, a carta de convite com o itinerário e um plano de viagem à medida.
Escreva no WhatsAppSomos a agência recetiva por trás da ChinaTour.es. A JoyoTour desenha viagens à medida desde 1999 e conta com 150 designers de roteiros na China, no Sudeste Asiático, na Europa e nas Américas. Mais de 100.000 viajantes já partiram connosco. Tudo o que aqui contamos, percorremos primeiro.
